A nova aposta da Samsung no mercado de impressão

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Hoje em dia, seja qual for a categoria de produtos eletrônicos, é muito provável que a Samsung seja a líder de vendas ou esteja nas primeiras colocações. Fundada em 1969 na Coreia do Sul, a empresa inseriu o país no mapa mundial da tecnologia e, nos últimos anos, tornou-se uma das marcas preferidas dos consumidores ao lançar produtos cada vez mais modernos, bonitos e inovadores. Seu sucesso se revela nos números: em 2015, a Samsung alcançou uma receita de US$ 167 bilhões – e a meta é chegar aos US$ 400 bilhões até 2020.

Para atingir esta meta ousada, a empresa não trilhará apenas o caminho já consolidado do mundo digital. Ao contrário de muitas empresas do mesmo segmento, a Samsung investirá em uma vertente que, para muitos, está fadada à extinção: o papel. O mercado de impressão será uma das portas para impulsionar sua presença no mercado corporativo e tornar realidade seu salto ambicioso de faturamento.

David SW Song, vice-presidente sênior global de vendas e marketing da divisão de soluções de impressão da Samsung, diz que, mesmo com a empresa bem posicionada no mercado de produtos de consumo, esta é uma área que está estagnada no momento. Para ele, a área de impressão contribui muito pouco para as receitas da companhia, mas é uma das vias de maior potencial nos próximos anos. Isso se explica pela incorporação de softwares e serviços no segmento, o que abriu novas fontes de receita, mesmo com a queda nas vendas de impressoras e no número de páginas impressas.

A atuação da Samsung no mercado de impressão inclui desde serviços mais básicos, como reposição de toners e outros componentes, até contratos mais sofisticados, que incluem a gestão de todo o fluxo de documentos impressos ou digitais. “Hoje, o mercado global de impressão movimenta em torno de US$ 120 bilhões”, diz Song. “E grande parte desta receita está ligada aos clientes corporativos”. O Brasil faz parte desta nova estratégia e no início de 2015, a Samsung comprou a Simpress, uma empresa local que executa serviços de impressão e que foi eleita a Empresa do Ano no prêmio As Melhores do Middle Market.

O conhecimento da Simpress sobre o setor e o mercado corporativo, bem como sua capilaridade, foram alguns dos atributos que mais chamaram a atenção da Samsung. A Simpress tem hoje 1,7 mil clientes, 12 filiais e 1,5 mil técnicos em todo o país. Song diz que, com a aquisição, a Samsung passou a ter presença direta nos clientes, o que deu a ela mais conhecimento sobre as principais demandas do mercado de impressão. “Estamos incorporando rapidamente essas necessidades e acelerando o desenvolvimento de inovações, não apenas para as ofertas no Brasil, mas para a nossa operação global”, afirma.

Não foi só a gigante coreana que se beneficiou da aquisição. A Simpress tem agora livre acesso a um fator essencial da estratégia da Samsung: a integração da impressão em papel com todo o seu portfólio de produtos, incluindo smartphones, tablets e a computação em nuvem. Vittorio Danesi, CEO e fundador da Simpress, diz:

“Estamos combinando o melhor dos dois mundos. Como uma companhia independente, não tínhamos recursos para alcançar esse estágio.”

Esta integração entre o papel e o mundo digital possibilita, por exemplo, a impressão de um documento a partir de qualquer dispositivo móvel, mesmo remotamente.

Diego Silva, analista da consultoria IDC, diz que a visão da Samsung, que vem sendo adotada de diferentes maneiras por outros fabricantes, dá um novo ânimo a um segmento tido como ultrapassado.

“As empresas não vão deixar de usar o papel para digitalizar todos os seus processos”, diz. “Ao contrário, elas vão buscar cada vez mais a convivência desses dois formatos. Esse é o futuro.”

Leia a matéria completa no site da IstoÉ Dinheiro

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